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é sobre se dar um tempo, se permitir sentir. sobre se olhar, se escutar, se perceber única frente a todos os perrengues que já se levantaram diante de você. todos.


é sobre se esperar, se compreender, se respeitar. entender que a lua é cíclica no céu e você cíclica aí dentro também. é sobre saber ouvir as fases e reverenciar. transbordar. ser forte o suficiente pra se aceitar fraca também. inúmeras vezes.


é sobre se fazer ouvida. por si mesma, principalmente. é sobre acolher sua voz e seus pensamentos, dos mais estranhos aos mais sombrios. e dar lugar aos bondosos também. cada vez mais.


é sobre se perceber e se deixar fotografar: “Você não pode ser aquilo que não pode ver.” lembra.


parte de você também é sombra.


te convenceram da sua insuficiência.

colocaram à prova suas delicadezas.

te fizeram acreditar que a sua pequeneza é o que te rege, que a sua fraqueza é o que se sobressai.


existe um abismo entre o que você é e o que te mostraram: mergulha.


parte de você também é sombra. “não adianta fugir, nem mentir, pra si mesmo agora” foi o que Lulu me ensinou na música e aqui eu te digo em foto: se abraça, vai.


todos os dias a beleza se desdobra na frente dos seus olhos: no que é pequeno e no que é grande. o tempo todo. minúsculo, abstrato, faíscas de luz, risinho de criança, sensação de dejavu, deus. horizonte de paisagem, sol baixando com cores inimagináveis que podem colorir o céu e te fazer sentir saudade sabe-se lá de qual vida. cheiros que vem do nada, poesia no meio do caos, sonhos que falam de amor e sincronicidade.


todos os dias a beleza se desdobra na frente dos seus olhos o tempo todo: você só precisa ver.


pra não deixar esquecer, a fotografia te empresta o registro. se você não consegue ver, posso te emprestar meus olhos. sempre existem infinitos inteiros pra se descobrir no óbvio, sabia? vem.